Ser negro no sul dos Estados Unidos nos anos cinquenta não era fácil. Apesar da abolição da escravidão quase cem anos antes, os negros continuavam à margem da sociedade. Se você, negro, quisesse andar de ônibus, por exemplo, deveria entrar na porta da frente, pagar, descer e entrar na porta de trás onde poderia arrumar um lugar, na metade traseira do ônibus. Ah, e é claro, rezar para que nesse processo o motorista não arrancasse com o ônibus e te deixasse no ponto, sem o dinheiro da passagem. Tudo era separado entre brancos e “gente de cor”, escolas, lanchonetes, restaurantes e até se quisesse usar um banheiro, você não poderia se misturar com os brancos.

Dossiê: Operação Mãos Limpas
“Os homens mais ricos são aqueles que possuem amigos mais poderosos.” – The Godfather
1992 foi um ano deveras fora do comum, nos EUA se reunia o Dream Team do basquete, Clinton se elegia presidente e barrava a reeleição do seu antecessor, no Brasil o governo esbravejava contra um suposto golpe e na Itália se desmantelava um dos maiores esquemas de corrupção do país. A operação mãos limpas fez o que até então se imaginava ser impossível: enfrentar a famosa mafia italiana.
